Florianópolis
Já está em poder do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) o inquérito sobre supostos pagamentos irregulares efetuados pela Celesc à empresa de cobrança Monreal. Treze pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil. Segundo o promotor de justiça, Aor Steffens Miranda, que atua na área da moralidade administrativa de Florianópolis, a análise dos documentos deve ser finalizada em fevereiro do próximo ano.
“O prazo é de 30 dias, porém, com o recesso de fim de ano, provavelmente terminarei esta apreciação criteriosa em fevereiro. O inquérito possui 120 volumes e cerca de mil páginas. Pode existir, neste caso, uma ação de improbidade administrativa”, adianta o promotor.
As verificações tiveram duração de cerca de um ano e meio e a documentação foi enviada para o fórum da capital do estado.
Entre os 13 indiciados pelo Departamento de Investigações Criminais (Deic), dois eram gestores da Celesc na época: o engenheiro Antônio dos Santos, ex-secretário da fazenda de Laguna, e o ex-prefeito de Tubarão, Miguel Ximenes de Melo Filho.
“Soube que está em pauta no MP e não sei qual é a motivação para este inquérito. Vou esperar uma decisão final para tomar uma posição”, detalha Miguel Ximenes.
Há dez anos, a Celesc contratou a empresa para cobrar faturas em vencimento. A Monreal venceu a licitação por oferecer a menor comissão sobre os valores recuperados. Há dois anos, a diretoria da companhia catarinense contratou uma auditoria, a KPMG, para conferir as cobranças e foi identificado que não havia documentos que comprovassem a prestação de serviços e pagamentos de mais de R$ 51 milhões.

